
Nestes últimos dias tenho pensado muito no quão efémera é a vida e na forma errada como, muitas vezes, a vivemos. Nos últimos anos tenho dado uma grande importancia pra amizades não correspondidas, ficado brava com o julgamento das pessoas com relação a mim, me chateado pela falta de verba, discutido com minha mãe por bobagens... Enfim, em vez de esta vivendo as coisas maravilhosas que a vida me oferece estou perdendo o meu tempo e saúde com mesquinhices que, francamente, não valem nada.
Enquanto assistia uma matéria de tv hoje me peguei a pensar que, bastam segundos para um acidente de avião me tirar a vida (ou a qualidade da mesma), bastam poucas semanas para uma doença misteriosa nos ceifar a vida e poderia continuar com o rol de desgraças e catástrofes que nos podem destroçar a vida (nossa, ou de quem amamos).
A solução também não passa por vivermos obcecados com tudo o que nos pode acontecer, mas sim, com a noção de que o que temos é finito, é belo e é uma estupidez a forma como o desperdiçamos.
Inevitavelmente este meu post me remete ao atual drama da jovem Mariana Bridi, uma moça de 20 anos, lindíssima, miss, grande promessa do mundo da moda, tantos sonhos, quantos projetos... hoje se encontra em estado grave numa cama de hospital, perdeu suas mãos e seus pés e espera uma chance de recomeçar na incerteza de uma total recuperação.
O dicionário Aurélio descreve a palavra efêmero como “pouco duradouro, passageiro”. No mesmo dicionário, a palavra vida é descrita, entre outras descrições, como “o espaço de tempo que vai do nascimento à morte; existência”. Parece simples entender estes significados trazidos pelos dicionários, mas vivê-los não é tão simples assim!
O ritmo em que vivemos neste mundo a fim de conquistarmos bens, nome, fama, conceitos … é uma loucura tremenda. A gente perde cada dia mais o contato afetivo com as pessoas que nos cercam e nos afundamos de cabeça em um mar de materialismo. Sabemos quanto custa isso e aquilo, o quanto precisamos trabalhar para adquirir algo, e muitas vezes nem sabemos como foi o dia de quem está sob o mesmo teto que nós.
Hoje dei de cara com a realidade, pensei: “ sinto-me tão futil, materialista, correndo atrás de coisas que posso perder hoje e recuperar amanhã. Pareço esquecer-me que a única coisa que não volta são as pessoas que se vão”. Mas ao mesmo tempo, é como virar mais uma página da vida, e começar a escrever uma nova história. Uma história com conquistas e feitos muito mais humanos que materiais, com novos valores e prioridades.
Não precisamos necessariamente de reveillon para iniciarmos uma nova história. A morte é um ótimo sinalizador de quão fútil tem sido o nosso viver. É triste sentir a dor de ver de perto a efemeridade da vida! (... lágrimas!)
[Citações: karynemlira/ tulaunia]
Juh













