quarta-feira, 25 de março de 2009

Nem me diga onde vamos parar...

Ontem quando entrava no msn me deparei com a chamada de uma noticia que prendeu minha atenção, algo que a "primeira vista" pudesse parecer bobagem, talvez mais uma fofoca fútil do mundo dos famosos, acabou ecoando em minha mente como um sinal de alerta e reflexão.
Primeiro por que se tratava de uma pessoa querida e segundo que a noticia trazia algo tão... (falta ate palavras) que me fez remoer o assunto o resto da noite, entrando pelo dia de hoje.
Tive uma adolescência bem típica de meninas da minha idade, tinha diário, escrevia e colecionava poemas e fazia projeções mega românticas pras novas experiencias que viveria, o primeiro amor, o primeiro beijo, o primeiro namorado, enfim.
Naquela época - 14 anos atras - já se ouvia falar de um tal de "Fica", entretanto ainda existiam coisas herdadas de nossos pais - já com não tanta inocência- a exemplo da "salada mista", brincadeira em que pêra, uva, maça ou salada mista representavam o gesto que você daria na pessoa que estava na sua frente: aperto de mão, abraço, beijo ou “todos juntos” que logo veio a se tornar o beijo na boca. E isso já era muito pra minha cabecinha, que dirá o tal ficar. Tinha aversão a esse tipo de comportamento, eu conseguia não entender como as meninas - que na minha mente tinham ares de "barbeis" - eram capazes de algo tão promiscuo. E olha que eu nem tive uma educação tão rígida assim, mas era uma opinião minha.
Com o passar dos anos, surgia a necessidade de ser aceita na turma, a curiosidade de experimentar, de se descobrir e fui detestando a idéia cada vez menos.
Mesmo assim, a única vez que cheguei a ficar com mais de um rapaz numa noite, não faz nem um ano - eu já tenho 25. A isolada experiencia foi suficiente pra que eu permanecesse com os meus velhos conceitos.
Posso imaginar que pra minha mãe nessa mesma fase de sua vida as coisas eram bemmmm diferentes, que dirá na época de sua mãe, avó...
De fato o mundo evolui, mas alguns valores poderiam sim continuar intactos, pois fazem parte da formação do ser humano, do respeito por si próprio.
Ai hoje me deparo com alguem que é formador de opinião (volto a afirmar - e por quem tenho muito carinho!) "jogando" na imprensa o projeto de entrar pro livro dos recordes mundiais ultrapassando os quase 7 mil beijos na boca simultâneos.
Eu sei que existe toda uma jogada de marketing por traz de tudo isso, mas garanto que se perguntarmos a respeito 9 entre 10 pessoas achariam isso a coisa mais normal do mundo, e certamente procurariam saber como participar.
Patético não?
Deixando um pouco de lado as questões de saúde - gengivite, AIDS (apesar de um percentual de risco menor), cárie, herpes, sífilis, gonorréia - analiso dois pontos da questão:
1 - Onde chegaremos nessa corrida desfreada por uma pseudo liberdade. O que será dos nossos filhos e netos?
2- Até onde vai a cegueira de um povo que matem o dinheiro como centro de tudo? - Sim por que você há de convir que ninguém propõe um recorde como este, sem que não seja com interesses expressamente comerciais (isso inclui dizer mídia e polêmica).
Dependendo da formação que tenha, esse texto poderá ter diversas interpretações. E SIM eu acredito que possa haver quem desconcorde... afinal nos dias de hoje, insanidade não causa mais surpresa.

Fiquem com DEUS!!!

IN:
Pipoca

OUT:
Calor... muito calor!


Beijossss Juh