domingo, 14 de março de 2010

"Isso é uma vergonha!"

A emblemática frase do jornalista Boris Casoy traduz com afinco o meu estado de perplexidade ao vê as imagens de mergulhadores que coletaram voluntariamente uma imensidão de lixo do fundo do mar de Salvador. A porcalhada é resultado da falta de educação de turistas e baianos durante o período de carnaval, e sabe-se lá, se não contínua em qualquer época do ano. Afinal, essa falta de consciência com a responsabilidade não é privilégio de períodos festivos, muito menos da cidade baiana.
Por diversas vezes já presenciei pessoas arremessarem lixo pelas janelas de ônibus ou de carro de luxo. A falta de vergonha e de compromisso com o nosso planeta não tem classe social, alias quanto mais ricas são as pessoas, mais lixo elas produzem e mais prepotentes se tornam, por acharem que não precisam se preocupar com essas "coisinhas", afinal têm dinheiro suficiente para sobrevoarem de helicóptero a cidade inundada com bueiros entupidos de lixo. O que no entanto eles esquecem, é que eles têm filhos e provavelmente terão netos e o dinheiro, esse é incerto, o que é hoje não necessariamente será amanhã e querendo eles ou não o planeta terra - ainda - continua sendo a morada de todos, sejam podres ou ricos.
Me preocupo com o que deixarei pros meus filhos, com a praia que os meus netos conhecerão, se é que ainda existirá praia... se é que até lá existirá vida.
Em menos de 20 anos muitas coisas já estão diferentes, o sol nunca esteve tão quente, o mar está avançando cada vez mais da costa, geleiras derretendo, animais se extinguindo e nós??? Nós estamos aqui assistindo e pior - COLABORANDO - com a nossa própria destruição.
Ano passado a produção do alemão Ronald Emmerich deixou o mundo espavorido, com a tese de que o planeta acabaria em 2012, devido à mudanças climáticas, inundações, tsunamis, terremotos e diversos outros fenômenos catastróficos em grande escala. O que poucos ainda tem noção é que este fim pode ser até mais próximo e que não precisaríamos ser povos Maia ou Nostradamus para prever que da forma com que estamos seguindo, nos autodestruiremos.
Trazendo o assunto pra nossa gente brazuca, me deparo com a irresponsabilidade e o espirito acomodado do brasileiro. Ninguém muda seus hábitos por que acha que sozinho não vai fazer diferença e tudo continua na mesma. "Eu não faço por que o meu vizinho não faz e o meu vizinho não faz por que eu não faço", quando na realidade esse circulo vicioso deveria ter o efeito contrário, se ninguém faz, eu vou fazer a diferença. E se o meu vizinho está fazendo a diferença eu também quero fazer.
Atitudes simples, das que aprendemos ainda na escola, do tipo LUGAR DE LIXO É NO LIXO e o respeito pelo lugar em que vivemos, parece que são esquecidos como se ninguém estivesse vendo ou por um estranho extinto de manada, se todos comem deste pasto, eu como também.
Por várias vezes já recolhi o lixo - dos outros, mas que não deixa de ser responsabilidade nossa também - deixado nas areias das praias e ainda estimo a vontade de participar de um projeto semelhante de grande escala, mas enquanto isso não se torna uma realidade, continuo fazendo a minha parte, enchendo a minha bolsa de papelzinhos de bala, mas não deixando que nenhum deles vá pro chão.
Pensem nisso!!!


Beijooocas Juh


Amar... e amar... e amar...
Niver da MANDINHAAAAAAAAAAAAAAAAA linda!!! Parabéns!!!
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