
Mesmo depois de tantas experiências nada agradáveis, é incrível como ainda consigo me surpreender com a perversidade humana. Numa sociedade canibalista, onde a ordem é fazer dos outros os degrais mais fáceis para sua ascensão, somente os "bons" sobrevivem. "Bons" com aspas gisgantescas, pois passam longe de qualquer ideia que se possa ter de bondade.
Isso é qualquer lugar. Essa competição desenfreada está intrisica no nosso dia a dia, na ficção e em todas as fases de nossas vidas.
No meio corporativo, entretanto, podemos observar talvez mais claramente como essas distorções de caráter se manifestam. Simples ações, como apanhar uma caneta caída no chão, anotar um recado ou simplesmente comprimentar com "Bom Dia" torna-se ações extremamente escassas, para alguns quase um esforço sobrenatural.
Não existe coleguismo e o tal espiríto de equipe só e somente só entra em ação quando a missão é impossível e principalmente existe muito dinheiro envolvido, ai sim percebe-se que não podemos fazer nada sozinhos.
Não deveria me surpreender com certas atitudes, mas me surpreendo ao passo de que acredito que manter-me do outro lado da fronteira ainda é a melhor das escolhas. Consigo alcançar (ou não) os meus objetivos por merecimento ou capacidade própria. E que eu consiga permanecer assim apesar das tendências.

DEUS

