segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Lembranças...


Quando eu era criança o dia tinha mais horas, sonhava em ser paquita e achava o Nil do Dominó um gato.
Não comia fígado e odiava cebola, tinha pavor às lendas de terror e queria ter franja pra imitar a Mara Maravilha. Brincava no quintal fazendo comida de barro com as panelas velhas da minha mãe e quando tentei incrementar quase pus fogo na casa.
Quando era criança eu acreditava em Papai Noel e que a Sandy era boa. Adorava ir ao supermercado e chantageava meu pai por um leite condensado em forma de pomada (rsrs era muito bom!), ouvia Trem da Alegria e amava a minha saia de lambada. Escrevia bilhetinhos e chorava de saudade quando meus pais saiam pra trabalhar enquanto ficava horas cheirando as roupas deles, até hoje nunca conheci cheiro melhor.
Quando eu criança achava que os Pawer Rangers existiam, adorava a Punk e sempre chorava nos especiais da Xuxa. Lambia a bacia do bolo e se minha mãe não estava, fazia uma mistura de manteiga com açúcar e comia satisfeita achando que tinha o mesmo gosto. (arrghh)
Quando eu era criança amava meus patins, paquerava na escola e desfilava nas festas de São João, até chorei quando perdi um “miss simpatia”.
Sonhava em conhecer Campinas/SP (parecia tão distante), dançava as musicas da Madonna e sempre era o pivô das brigas na rua – êta menina implicante.
Quando era criança eu adorava matemática e era a melhor aluna da sala, gostava de brincar de escritório e de fingir que falava inglês.
Quando era bem criança demorava a comer olhando pra tv, enquanto era roubada pela minha irmã que aproveitava a minha distração pra comer a carne do meu prato, isso quando não me forçava a dizer que não queria mais, só pra que ela ficasse com a minha comida. Quando um pouco maior, sentávamos a mesa pra almoçar e ficávamos conversando como duas madames sobre filhos, esposos, trabalho, era chique.
Quando era criança tinha álbum de figurinhas e uma vez fui premiada com um campo de futebol de botão, colecionava papel de carta e canetinhas coloridas.
Quando eu era criança não tinha preocupações, não tinha meu próprio dinheiro, não andava sozinha nas ruas, não tinha internet e era feliz...


FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

Beijos

Que DEUS esteja SEMPRE com vcs :)




Casa da Naneeeee
Book
Assistir "Sonho de Verão" (akele Paquitas) com pipoca, brigadeiro e Coca-cola



Lá se foi o feriado...
Não estudei =x rsrs

sábado, 10 de outubro de 2009

Cada um por si


Como diria minha mãe: “Tem gente que só aprende apanhando”, de preferência metaforicamente. (Nada de violência!)
Na minha cronologia, sempre fui muito desenrolada, aos 12 anos liderava um grupo de pré-adolescentes, realizava reuniões, promovia festas, eventos e aprendia, desde muito cedo, a lidar com pessoas – que nem sempre tiveram a minha faixa etária. Bem aquela história de “por não saber que era difícil, ia lá e fazia”.
Com o passar dos anos, a idade foi chegando (nossa! vi minha avó falando rsrs) e com ela a responsabilidade de tornar-me uma adulta madura, competente, bem sucedida e como se já não bastasse, num mundo selvagem, capitalista e de alto nível competitivo, onde a lei do mais forte (ou mais adaptado – ao sistema) prevalece, enquanto os outros... ah! esses sempre serão SÓ os "outros", indignos até de descrição. Chocante, né? Pois é, Bem-vindos à realidade.
Essa transição não se figurou de maneira simples, aliás nenhuma mudança é simples. Não consigo recordar-me o ponto exato da queda, mas a sensação que tenho é que em algum momento dessa corrida, tropecei e fui atropelada pela manada implacável que me seguia, de tal maneira que por mais que eu tentasse me levantar, sempre tinha quem, na insana pressa, me fizesse comer poeira, tornando cada vez mais difícil assomar.
Denotativamente falando, a garotinha ousada e destemida foi dando lugar a uma mulher cada vez mais introspectiva, temerosa e insegura. E isso é a treva!!!
Essa semana, passei por uma experiência onde não me reconheci, me vi travada e essa definitivamente não sou eu. Tampouco aceito tornar-me...
O mundo em que vivemos é muito difícil, as pessoas são difíceis e sobreviver entre elas torna-se ainda mais difícil. E é em vão tentar se esquivar, proteger o sentimento com bolinha de sabão só acontece nas músicas do Rafinha, na prática estamos mais atolados nessa lama, quanto possamos imaginar.
Não quero perder minha essência e os sentimentos mais puros que possuo, entretanto não posso permitir que continuem me atropelando sem que uma atitude seja tomada.
Concluo, então, que a questão não é querer ser igual a eles, e sim precisar - no melhor sentido de necessidade - igualar-se a eles, simplemente por uma questão de adaptação. Dawvin explica.


Beijos

Que DEUS esteja SEMPRE com vcs :)




Deus!
Booo... eu fikei sem palavras pro seu ultimo comentário. Obrigada!
Feriado + Culto na Sara + Noite do pijama na casa da Nane
Aulas de hoje... Geografia e Biologia! Ê BELEZA!!
O resfriado deve ter sido emocional... já to boa! Não conta pra minha mãe, mas inte tomer um sorvetão =x rsrs



Dor nas costas (é de carregar os blocos de concreto, digo, de livros pra lá e pra cá rs)
Semana picotada... quinta tb não terá aula :(

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mais uma conquista... Graças à DEUS!


Uma alegria incomensurável, desafio vencido, vitória... Muitos são os sentimentos que regem meu coração nesse momento.
Visualize um atleta e um sonho, muitos obstáculos para alcançá-lo, treinos, tensão, expectativa, olhares duvidosos e uma maratona vencida, um lugar no ponto mais alto do podium. Imagine agora alguém que driblou as dificuldades socioeconômicas, as diversas contrariedades do mundo, passou por humilhações e chegou ao estrelato, conquistou seu sonho e um lugar ao sol.
Cês podem estar se perguntando o que essas histórias têm haver com a minha conquista? Simples, todas tiveram em sua composição ingredientes fundamentais: Determinação, Autoconfiança e Fé.
Na manhã de hoje, pude sentir o gostinho de uma conquista especial, algo que pra alguns talvez não represente 1/3 da importância que passou a ter pra mim.
Entrei pra auto-escola em outubro do ano passado, passei no psicotécnico e na prava teórica de primeira, mas empaquei na prática. Por mais que realizasse bons treinamentos e soubesse todos os procedimentos, o fator NERVORSISMO acabou pesando e o caos estava instalado. Na primeira vez errei o caminho da pista e por acreditar que esse "erro" era eliminatório, me auto reprovei, saindo da pista. Dá pra imaginar a minha sensação em saber que eu não tinha errado, né?
Lá vai mais gastos, mais aulas... reteste. Em fevereiro fui fazer o segundo teste, mudaram-me de instrutor, trocaram o carro na véspera da prova e lá estava o nervosismo de novo... meus pés descalços, tremiam e suavam de tal modo que cometi a façanha de estancar (deixar o carro "morrer", desliga-se) por mais de duas vezes o que é fatalmente proibido, resultado: mais uma reprovação.
Mesmo sabendo que tinha um prazo máximo de 1 ano pra finalizar o processo, caso contrario perderia todo o dinheiro - que não foi pouco - e trabalho investido, acabei desencanando. Os meses passaram, no final do mês passado voltei a auto-escola, marquei mais 5 aulas - mais dinheiro!!! :( - e um novo reteste, esse com um diferencial seria exatamente no dia em que o processo completaria 1 ano... ou seja era tudo ou nada.
Fiz as aulas muito confiante, trabalhando o meu sistema emocional, a respiração, exercitando a minha fé em DEUS, evitando pensamentos negativos e dessa vez de pés calçados. rsrs
As aulas foram muito satisfatórias, mas na última hora a surpresa (#@$@#$#@!!!) de novo me trocaram de instrutor e carro, o que inevitavelmente sempre causa uma certa insegurança - bobagem pra um motorista veterano que dirige qualquer carro, mas fator determinantemente prejudicial pra principiantes, que acabam se habituando ao carro e com a metodologia do intrutor com quem treinam.
A história parecia se repetir, com um agravante, como ontem já previa hoje acordei super mal, fui fazer a prova com o corpo dolorido e espirrando sem parar... mas felizmente o final dessa vez foi feliz, foi muitooooooooooo feliz!!! Eu passeiiiiiiiii meu povo... eu conseguiiiiiiiiii... aliás, justiça seja feita: JESUS ME PASSOU! Por que o que aconteceu naquela pista de testa foi SURREAL. Tô até agora sem entender nada... mas o fato é que dentro de 3 dias estarei com a minha habilitação nas mãos.
Affff não sabem o alivio que eu tô sentindo... sem noção! MUITO FELIZ!!! E agora... me aguardem por que tem Juh no transito. Bi Biiiiiiiiiii ahuahuahuahauhaua


Ps. Ahhhh, preciso registrar que foi lindo sair da pista e receber o abraço do meu pai chorando com a minha superação... tadinho tava mais tenso que eu. Lindo! AMO! ahauhauhauahua

Beijos

Que DEUS esteja SEMPRE com vcs :)




Deus!
Deus!
Deus!



Atchinnnnnnnnnnnnnnnnn
Odeio ficar dodoi :(

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Agradecimento


Passadinha rápida pra agradecer o carinho da L´OREAL que presenteou meu blog com seu novo lançamento: "CASTING Creme Gloss", uma coloração nutri-brilho sem amônia, que parece ser bem legal... Assim que dê um "tapa" nas minhas madeixas comento o que achei!!! :)

Tô meio molinha... acho que o resfriado (faz até medo usar a palavra GRIPE rsrs) tá querendo me pegar... mas, já vou tratar de tomar os cházinhos da mamãe, afinal esse não é o momento de ficar dodoi. (Aliás, nenhum momento deveria ser ne? rsrs)

Bom, por hora é só... Amanhã é um grande dia... e eu preciso dormir...
Adicionar vídeo


Beijos

Que DEUS esteja SEMPRE com vcs :)

domingo, 4 de outubro de 2009

A clareza oprimida

Cachos e mais cachos retorcidos em fios sedosos, olhos grandes arregalados, sempre atentos e um sorriso contido compunham o quadro da delicada beleza de Clara. Menina órfã de pais, criada com os avós num sítio distante, depois de Campo Belo. Desde muito pequena, aprendeu a duras penas a encarar a vida com a responsabilidade de um adulto, ao perder seus pais numa trágica viagem, passou a ser a única família de seus avós. Além das corridas nos campos, a ordenha das vacas e as longas histórias que ouvia aplicadamente do vó Mario, seus maiores prazeres estavam nas incontáveis horas embaixo da grande árvore frondosa onde lia, repetidamente, os livros que fora de sua avó, de quem aprendeu o fascínio da leitura. Além, das idas a feira de Campo Belo, onde sempre visitava o amigo Chico, jornaleiro, que lhe mostrava as fabulosas publicações que viam da cidade grande cheias de fotografias de um mundo ainda desconhecido para Clara. Entretanto, sua vida pacata do campo, quase sem comunicação com o resto do mundo não limitava os sonhos de um dia chegar a Prudêncio, capital do estado, cidade de enormes casarões, movimentada de pessoas, carros e historias. “Lá sim, deve haver ainda mais encantos a descobrir” - pensava a menina. Aos 16 anos, um novo abalo na vida de Clara a tornou um pouco mais reticente, a morte de seu avó, por doença respiratória, trouxe-lhe a certeza da efemeridade da vida. Precisou ser ainda mais forte pra contornar a dor de sua avó, já muito idosa, que com a perda do companheiro entrara num estado depressivo irreversível. Foi assim que numa tarde chuvosa, onde os pássaros já não mais cantavam em sua janela, que ela despediu-se de sua avó com um beijo na testa e a promessa de que honraria todos os ensinamentos que lhe foram passados. Tinha então 17 anos e meio, quando com a ajuda do senhor Leôncio, amigo de seus avós, resolveu vender a fazenda e ir para Prudêncio. Na chegada um pouco atordoada, por não esta acostumada com tantas novidades, passou por alguns contratempos, ate conhecer Dona Luiza. Mulher quarentona, simpatia e de sorriso largo, dona de uma pensão, aonde hospedou Clara. Não demorou muito para que a jovem se habituasse a nova realidade, logo conseguiu um emprego numa farmácia do bairro e começou a relacionar-se com as pessoas. Sempre prestativa e atenciosa Clara via na sua profissão, de mera balconista, uma maneira de ajudar os fregueses que ali chegavam, na maioria das vezes, desenganados pela medicina, ou por eles próprios. Clara passou a conversar mais, interar-se do que sentiam e observou que apensar de alguns problemas de saúde, muitos deles tentavam curar com medicamentos problemas de sua alma, questões restritamente emocionais. Com o tempo percebeu também que suas palavras faziam efeitos e curavam sem o auxilio das fórmulas. Todos do bairro passaram a conhecer a “Farmácia da Menina Clara”, e não demorou muito para que começasse a chegar pessoas de bairros vizinhos e logo a cidade inteira passou a freqüentar a pequena farmácia. Tanta fama despertou aos donos de outras farmácias a curiosidade de conhecer a tal menina santa, que curava com palavras. Logo convocaram a arquidiocese da cidade para averiguar as praticas milagrosas atribuídas a tal menina. Formaram um comitê para surpreender a meliante. “De certo que é uma farsante em busca de dinheiro fácil.”, “ Isso não pode continuar assim” - reivindicavam os homens. Ao chegarem à farmácia, de peitos estufados e semblantes entroncados a procura da impostora, ficaram estáticos ao se depararem com uma menina doce e de voz serena que conversava paulatinamente com uma senhora em prantos: - Sabe Dona Filó, o mundo está cheio de falsas interpretações. Por vezes, deixamos que sentimentos ruins inibam a primitiva virtude de enxergar com o coração. Agora enxugue essas lágrimas, volte para casa e acredite que tudo que a senhora mais precisa está exatamente ai, dentro da senhora. - E os caros senhores, não vão entrar? Por acaso, posso ajudá-los?
Juliny Barreto

Redigido para aula de Redação (Narração), do Professor Valter Gomes.

Aceita-se críticas e comentários... Por favor!


Beijos

Que DEUS esteja SEMPRE com vcs :)




"DeZcaminhos para a Criatividade" de Marcos Nicolau
Twitter... eu so rio! rsrs
Bruna Carvalho... especial por demais!



Final de semana acabando...
... Queria mais tempo.

sábado, 3 de outubro de 2009

Certeira!

Em tempos de crise existencial da categoria, me deleito ao encanto do Jornalismo a cada novo passo que conquisto ao seu encontro.
Contrariando muitos de meus colegas de pré-vestibular que, mesmo já tento optado por um determinado curso, ainda sofrem com a tormenta da dúvida, quanto sua real vocação. Antes mesmo de ter peito, já sabia qual seria meu futuro. De fato, houve pelo caminho alguns desvios, passos falsos, escolhas confusas, propiciando um adiamento à chegada. Todavia, hoje - metaforicamente e esteticamente - com peito, encaro o desafio de retomar as rédias da minha história.
Tenho lido muito sobre a profissão, seus percalços, especificidades e atribuições. Meus olhos vidram diante de antecedentes profissionais que, brilhantemente, me encorajam e inspiram a minha determinação.
A corrida exige mudanças, adoção de hábitos e disciplina fazem parte da minha estratégia de conquista: "Nada fácil, mas factível. " citando as palavras proferidas por Roberto Civita, presidente do Grupo Abril, por ocasião do recebimento do Prêmio Personalidade da Comunicação 2005.


Beijos
Que DEUS esteja SEMPRE com vcs :)



Biblioteca do SESC
Sábado de aula
Prova do Enem (a furtada! rs)



Saudade dos de longe e dos de perto
Pessoas... "ame-as ou deixe-as" rsrsrs

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Só nos resta torcer...

O ascendente prestígio brasileiro no cenário global exprime os atuais olhares do mundo, que agora se voltam para a cidade maravilhosa. Por eleição divulgada hoje, a cidade do Rio de Janeiro, venceu grandes ícones mundiais, como Chicago, Tóquio e Madri, na corrida ao título de sede dos jogos Olímpicos de 2016. Pondo fim ao legado de seis frustradas candidaturas e consagrando-se como a primeira cidade da América do Sul a sediar a competição.
A ocorrência de tantas conquistas tornou previsíveis os discursos enfatuados e a comoção nacional, com festa nas ruas. No entanto, passado o frisson, sobrepõe-se ao espírito de vitória a preocupação dos incógnitas próximos 7 anos e os demais subseqüentes ao mega evento.
Para obter o título, a cidade carioca apresentou um projeto de reformulação e construção em sua infra-estrutura e serviços estimado em 14 bilhões de dólares, mais do dobro que seria gasto pelas suas oponentes, caso fossem eleitas.
O alto investimento, acompanhado de uma organização bem sucedida, propiciará ao Brasil, em especial ao Rio de Janeiro, uma super valorização mundial, gerando publicidade e renda, entretanto, é questionável o aparente disparate em investir-se tanto numa porção mínima, enquanto o todo passa por sérios problemas em setores primordiais, a exemplo da saúde, segurança e educação.
Sediar uma Olimpíada, não é sinônimo evidente de bons resultados, cidades como Sydney e Atenas, até hoje colhem os maus frutos de uma atrapalhada organização, com amargáveis prejuízos financeiros.
Enquanto muitos fazem festa - sem ao menos saber o que tudo isso DE FATO significa - entrega-se ao Brasil a importante missão de administrar a nova empreitada, evitando decepção e publicidade negativa, afinal nos capítulos a seguir estaremos no centro das atenções.


Beijos
Que DEUS esteja SEMPRE com vcs :)



Enem adiado... mais estudos!
Expectativas
Descobertas



Sono... muito sono!
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